Páginas

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Morte em vida

Poesia, Reflexão, Morte

Foram me matando aos poucos...
Não sei o que aconteceu nesse caminho.
Toda aquela força e indignação onde foram parar?
Desconfio que  foi morrendo aos poucos.
Foi perdendo o crédito,
Perdeu-se a vontade,
Deixou-se de sonhar,
Acreditar então quase raro.
Foram me matando,
E eu nem percebi.

Sabrina Sebaje

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Escolha (Definição)



Escolha (Definição) 


S.F. Escolher alguma coisa, fazer uma seleção de algo.
Opção, preferência por uma coisa e não por outra.

As pessoas acreditam que podem julgar nossas escolhas.

Eu acredito que a vida é feita delas o tempo todo, e temos esse direito, seja qual for o retorno, mas você tem esse direito.

E quando chegamos em um ponto que percebemos que temos esse direito e sabemos exatamente quem somos, aprendemos a selecionar quem vamos ouvir ou não. Porque de julgamentos vazios o mundo está cheio.

Como diria ele:

“Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.” ― Mario Quintana

Sabrina Ramos - 30/09/2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Dicas para impulsionar seu blog.



A comunicação alternativa é um dos meus prazeres, consumir e produzir outras vias de informação é algo que me renova. Por isso comecei com rádio comunitária, e depois encontrei os blogs. 

Separei cinco dicas que eu daria para alguém que deseja impulsionar seu blog.


1 Estética 

Nem todo “frufru” é bem vindo, o importante é ter em mente que quem consome informações na rede quer agilidade, facilidade e praticidade. Então um dos fundos que mais funcionam é o branco, sim muita informação, cores cansam a leitura, por isso quando estiver pensando no seu blog pense quanto tempo você ficaria lendo. Outra é não colocar tantos aplicativos, pois quanto mais demorar em abrir um link, rapidamente o seu leitor já escapou. Existem sites que fazem análise de tempo de carregamento.

2 Atualização

O blog surgiu como um diário, eu lembro uma das primeiras que foi uma adolescente americana que estourou, ainda não existia o youtube, então com uma câmera e relatos diários sobre o seu dia-a-dia ganharam o público, de lá para cá outros modos foram ganhando espaço. Porém algo não pode faltar é atualização. Quer visitas regulares, quer ser visto, o importante é atualização. Um blog somente funciona quando tem material novo, pode ser até uma vez na semana, mas atualize, crie uma regularidade, assim você também cria o retorno, as pessoas somente retornaram se sabem que vão encontrar novidades.

3 Estatísticas

Usar das estatísticas, saber quem está consumindo seu material, como chegou, o que estavam procurando ajuda inclusive a ter “sugestão” para novas postagem . Analitics do próprio Google é um que sempre uso quando quero acompanhar como está os resultados.

4 Definir Eixos

Devagar, caldeirão de assuntos não funciona, não se preocupe são bilhões de pessoas acessando a rede hoje, focar o assunto do seu blog, seja você, o que veste o que come, seja algum esporte, seja sobre beleza, isso ajuda e muito. No máximo três pontos chaves é o ideal para produzir, e sempre tenha em mente, qual o foco do seu blog.

5 Interação 

Interagir com os outros blogueiros, consumir o que estão escrevendo na sua área. Então visite, comente, a rede também é meio social e não estamos sozinhos.

Abaixo alguns links que acho bom para quem quer investir na blogosfera.




Boa sorte, e boa comunicação!


Por: Sabrina Ramos 
19/01/2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Porque não emagrece?

O primeiro psiquiatra que me atendeu me fez a pergunta: tu quer ficar forte? Tu quer nunca mais passar por isso? Então tu vai seguir o que eu te disser. E eu comprei esse acordo.

Inúmeras vezes ouvi pessoas questionando o tratamento, e baboseiras como da depressão ser falta do que fazer. Abre parênteses: quando tive depressão trabalhava tarde e noite, faculdade manhã, e toda a responsabilidade de uma casa, marido, cachorro, não acredito que estivesse sem ter o que fazer- fecha parenteses.

Mas seguimos, nesse tempo com a ideia de que não adiantava mais querer sumir (morrer) que eu ia buscar entender o que acontecia, o que era e como lidar, foram anos de terapia, várias consultas médicos,  e enfim muitas experiências, aprendizados dos mais diversos.

Então vou aqui dizer o que o último psiquiatra que fez avaliação disse, obesidade não é bom, mas lembre que a depressão mata. Então antes de questionar o ponteiro da balança na vida do outro, lembre essa medida talvez seja a ideal, seja a medida dela, a que faz bem. Não vem com esse papo que estou preocupado com a tua saúde, se está preocupado em tão indique um profissional, ou para quê tu acha que tantos desses passaram anos em faculdades, residencias, mestrados, atendimentos, experiências com outros casos.

E se não está seguro com esse profissional, procura outros, mas como disse profissional, não é aquele que te vê e acha que agora pode receitar.

Quer emagrecer ja te listo algu s basicos: clínico, sim check up, endocrinologista, nutricionista, uma terapia, pode ser emocional, vai saber, e por ai segue, ortopedista, sim já fui para ver como estava todas minhas articulações, coluna  e estrutura.

Quer sair da depressão, então psiquiatra, psicólogo, nutricionista, o que se come também  ajuda. Enfim, se conselho fosse bom para que especialistas.

E para encerrar cada um tem sua caminhada, e não deixe ninguém nem nada definir a sua. E se hoje estou aqui porque eu escolhi confiar naquele psiquiatra, e tenho orgulho disso pois fiz a melhor escolha. Hoje estou Viva e linda!


Sabrina

05/01/2016

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Meu primeiro grito. (#‎PrimeiroAssédio‬)



Com as campanhas e com toda essa movimentação que hoje vemos nas redes para proteger nossas crianças e mulheres, fiquei aqui pensando quando foi o meu primeiro assédio, quando exatamente aconteceu o primeiro episodio de assédio na minha vida. Talvez quando o pai de uma amiga me colocou no colo e senti algo estranho que eu não gostei, hoje eu sei ele estava excitado com uma criança, ou quando um tio nas festas ficava bêbado e tentava ficar passando a mão e eu fugindo porque eu sabia que não gostava e aquilo não era certo, mas preferi aqui  escrever do meu primeiro grito.

Sim foi em forma de grito que vomitei algo que carreguei por três décadas e depois dos meus trinta anos eu verbalizei numa conversa entre amigas em torno da sexualidade, que o pior era ter tido alguém de confiança da minha família entrando no meu quarto no meio da madrugada fedendo a bebida e enquanto dormia-me “bulinava” o que fez um dia passar dos limites, digo passar da calcinha, porque dos limites já havia passado algum tempo, e eu disse chega, gritando que saísse do meu quarto.

Na época fazia terapia para tratar uma depressão profunda que me levou a ficar trancada em casa durante algum tempo porque não conseguia por os pés na rua, nunca esqueço a pergunta da psicóloga: “porque não disse isso antes?” e completou e que aquilo explicaria muitas coisas. A minha resposta: “não sei”. Sim, eu não sabia, era algo que nem eu lembrava conscientemente, pois parecia que tinha posto em baixo do tapete. Foi então que percebi o peso que carregava a culpa de ter atraído aquele monstro, naquela noite, até meu quarto.

Aprendi nesses anos que verbalizar era importante, então fui vencendo meus monstros, primeiro falar com minha mãe, pois sentia a culpa de não ter conseguido falar para ela no outro dia o que tinha acontecido, quando me perguntou. Só consegui dizer nada, ele não fez nada. Mentira, ele tinha estragado minha infância, minha adolescência, minhas relações com outros homens, tinha colocado em mim toda a culpa por acordar com um homem com sua mão na minha vagina, homem que deveria ser de confiança, um adulto que deveria me proteger. Sei que foi doido para ela, chorei muito, às vezes ainda sinto a dor, muito mais leve hoje, pois nunca deixo de verbalizar, a campanha #primeiroassédio começou há alguns anos para mim, e sempre estou nela quando digo, hoje sem vergonha, sem medo ou culpa: sim, eu fui assedia quando criança e o que aconteceu prejudicou a minha vida enquanto mulher durante muito tempo.

Muitas vezes, repetidas vezes precisei ouvir: “a culpa não foi sua, você era uma criança, a culpa não foi sua”, e em menos vezes hoje repito para mim: a culpa não foi minha, e era uma criança de oito anos que deveria ser protegida de todas as formas.

Não quis expor para família toda, me bastei eu e minha mãe, minha psicóloga e outras pessoas que confiei à história, porque a doença dele não me interessava, e o meu interesse era de como eu ia me livrar desse fantasma que carreguei por anos. Por anos me sentia feia, estranha, não conseguia me relacionar com outros homens, talvez esse o motivo que só fui ter minha primeira e verdadeira relação depois dos 20 anos quando eu encontrei um homem que me fez sentir protegida e segura.

Hoje fora de padrões, com celulite, estrias, eu me sinto uma mulher maravilhosa, linda, pois hoje eu sei quem eu sou, e me vejo muito além dos olhos dos outros.

Um pedido, um desejo que tenho cada vez que falo nisso é que nunca mais acontecesse com nenhuma menina, e nenhum menino, pois podem acreditar, nessa minha luta interna a qual expus a ferida também fui confidenciada por homens que na infância sofreram assedio de outros homens e que até hoje carregam com eles esse fantasma. Para eles também disse a culpa não foi tua, se ele é um doente você não é o culpado, pois isso não pode ser o “normal” e o “certo” não era culpa e nunca vai ser do oprimido.

Sabrina
18/12/2015

domingo, 11 de outubro de 2015

Eu tenho um mundo!



Veja-me assim sociável, assim como parece ser, porquê também seja,
Mas saiba que tenho uma parte que gosta de viver em um mundo meu.

Sabrina Sebaje, Ramos como quiser!
11/10/2015



sábado, 26 de setembro de 2015

E por hora...



Às vezes precisamos somente de um pouco 
de calma, um copo de água e tanto de alma.

Sabrina Sebaje, Ramos como quiser!
26/09/2015

sábado, 12 de setembro de 2015

Descobri o Amor



Já não consigo ficar longe,
Quase dependência química,

Mas ainda há muito para descobrir.

Agora, apaixonar-se consigo mesmo

É o que há de melhor.

Sabrina Ramos
11/09/15

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tempo para tempo.




Estou a procura de tempo.
Tempo para cantar,
Tempo para pintar,
Tempo para pensar na vida,
Ou para pensar em nada.
Tempo para aquela dentro de mim.

Sabrina Sebaje
27/05/2015

sábado, 2 de maio de 2015

Tenho tantas ideias, pensamentos e conceitos que acredito...
É melhor não falar,
muitas mentes vazias não vão entender, 
e gastar latim com a ignorância não vale o desgaste... 
E o mundo assim segue... 
Infelizmente!

Sabrina Ramos
02/05/2015

domingo, 26 de outubro de 2014

O que há?






O que há?
Mais para dar contra.
Mais para dizer: está errado!
Mais para não fazer.
Mais para criticar.
Sim, há mais e bem mais,
Mas esse mais é menos,
Menos importância que dou.
Porque até onde cheguei
Não volto mais e nem ando menos.

Sabrina Sebaje - 26/10/14

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Trovões de Vida


Sábado, cedo? Trovões, chuva la fora, mas aqui pegando fogo. 

Não deveria espalhar, mas animada com os desafios. 

Venha chuva, venha trovões, venha vida, toda, toda minha. 

Sabrina Sebaje 
18/10/2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Imperfeitos


Não espere perfeição
Eu também cometo erros
Eu também tenho conflitos
E também tenho defeitos

A diferença é que a minha importância 
Está para o que eu penso de mim
E não no que o outro possa estar pensando.

Sabrina Sebaje
12/10/2014




domingo, 3 de agosto de 2014

Aceite!




O preconceito vem do que você não consegue entender. Comece não tentando entender, apenas aceite que não somos iguais.

Sabrina Sebaje
em 18/07/2014 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Contrariedades




Em momentos há a pergunta? Quanto vale lutar contra a maré. 

Ser vegetariana, você ouve: mas porque sempre foi assim.

Criar e apoiar mídias alternativas, você descobre que muitos não te levam a sério, mesmo os teus índices de audiência superior a outros com dezenas de apoios culturais, e a certeza que se fosse a reconhecida plim plim, seriam os primeiros na fila para estar lá.

Porém, a contrariedade passa, e a gente percebe que não precisa ser mais uma a repetir discursos embutidos, não precisa ser mais uma que faz o que sempre foi assim, e a gente segue, porque como bem lembrado, eu não sou todo mundo. 



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Eu tenho um amor.



Eu tenho uma amor tão singelo, tão diferente, tão estranho.
Um amor que existe, mas não explode.

Um amor que compreende, que respeita.
Um amor que simplesmente acontece.

Assusta sim, e como assusta esse amor.
Um amor que está longe de qualquer definição.

É, eu te amo, e já te disse isso inúmeras vezes.
Tu me ama, eu já ouvi diversas vezes.

E quando não sei como lidar com esse amor fora de razão.
Deixo acontecer, apenas vivo cada instante que posso ter dele.

Sabrina Sebaje

em 01/01/14




segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Que venha o novo!



Muitos dizendo, inclusive eu, que venha 2014. Mas a avaliação que acabo de fazer, nem tudo foram acontecimentos para serem esquecidos, ao contrario muitos para serem lembrados, muitos aprendizados, muitos encontros, muitas pessoas que passaram para ensinar, e muitas para acrescentar. Não vou citar nomes, porém conheci muitas pessoas que para onde eu for vou levar no coração.

No quesito espiritualidade, mais um ano que me fortaleço, entendo a presença de algo maior que se apresenta em cada sorriso, em cada abraço. Muitas mudanças internas e externas, tantas difíceis de detalhar.

No quesito profissional, novos lugares, novas parcerias, e aqui muito trabalho enfrentado, o que posso dizer, cada lágrima valeu, pois hoje vejo o quanto estou mais forte, e como dizem por ai: eu passarinho.

Nos outros quesitos, nem vou me prender nos por menores, então o que posso realmente resumir em 2013, ano de aprendizado, e que venha o ano de 2014, e o que desejo? Um ano de muitas realizações, para mim e para todos os amigos e conhecidos.


Sabrina Sebaje

domingo, 8 de dezembro de 2013

STATUS: Vendo o mundo cinza.

Deveria me acostumar com a violência generalizada? Por mais que se busque outras perspectivas, é quase impossível não embrulhar o estômago num passei pelos noticiários, e perceber do que o homem é capaz.

sábado, 30 de novembro de 2013

Status: Eu não sou


Eu não sou padrão pré-estabelecido. 

A dinâmica das coisas, 

a reversão de foco, 

as novas possibilidades, 

tudo isso me move, 

sem isso eu sou nada.

Sabrina Sebaje


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

todas e nem uma



em tantas latas 
em tantas janelas 
são quase tantas 
e são quase nenhuma

Sabrina Ramos 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...